O Jardim Botânico Histórico de Málaga

Um jardim com uma bela colecção de flora tropical e subtropical

Há mais de 150 anos atrás, os marqueses da casa Loring receberam como presente de casamento uns terrenos com oliveiras, amendoeiras, laranjeiras e vinhas. Amalia Heredia Livermore, a esposa, era uma grande amante de plantas e dedicou-se a trazer para Málaga plantas exóticas de todo o mundo e, passados 50 anos, conseguiu criar um maravilhoso jardim de estilo paisagista.

Mas, depois de alguns problemas económicos, o terreno foi adquirido pela família Echevarria-Echevarrieta, que expandiu a colecção de árvores e palmeiras e estabeleceu melhorias significativas, alcançando um espaço tão espectacular que, em 1943, foi oficialmente declarado “Jardim Histórico-Artístico”, actualmente Bem de Interesse Cultural.

Anos mais tarde, depois de um longo período em que esteve abandonado  e em que a natureza o embelezou ainda mais, toda a área passou a ser propriedade da cidade de Málaga, abrindo ao público em Junho de 1994.


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Com uma área de 55 hectares e localizado na entrada norte da cidade de Málaga, a 5 km do centro, o Jardim Botânico-Histórico La Concepción é um dos poucos jardins com plantas de clima subtropical que existem na Europa, com mais de 50.000 plantas de umas 2.000 espécies tropicais, subtropicais e nativas provenientes da Europa, América, Ásia, África e Oceânia.

Destaca-se a grande variedade de árvores, algumas delas centenárias, como o ficus, araucarias, casuarinas, magnólias, pinheiros, ciprestes e cedros, entre outros. A sua colecção de mais de 100 espécies diferentes de palmeiras, considerada uma das melhores da Europa, tem exemplares únicos, como uma palmeira de 7 braços, e com espécies muito raras neste clima. Plantas aquáticas, bambus, cicas, zamias, cicadáceas, videiras tradicionais, cactáceas, orquídeas, bromélias, plantas insetívoras e endêmicas, espécies ameaçadas e árvores de fruto também têm o seu espaço, junto a zonas naturais de floresta mediterrânea.


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O seu jardim histórico, declarado Bem de Interesse Cultural, ocupa cinco hectares nos quais é possível encontrar os exemplares mais monumentais e importantes, alguns deles únicos em Espanha e na Europa, rodeados por lagos, pontes, cascatas e pequenos lagos.

No jardim também poderemos desfrutar  da emblemática glicina, semeada pelos marqueses de Casa Loring, que envolve um envolvendo uma pérgula de ferro tornando-se numa das áreas mais bonitas do jardim quando ela floresce.

Além disso, os visitantes podem visitar a ninfa de pedra que dá acesso a uma zona de estilo francês, com sebes muito cuidadas e plantas ao centrados, e o Museu Loringiano com parte da colecção de peças arqueológicas recolhidas pelos marqueses da Casa-Loring, durante a segunda metade do século XIX.

O município de Málaga, ao adquirir o espaço, decidiu criar novos espaços com características modernas de um jardim botânico em torno deste jardim histórico como ‘A Volta ao Mundo em Oitenta árvores’, “O mapa-mundi das palmeiras”,”O Jardim de Cactos”, “O Jardim de plantas primitivas”,”A Semente da Biodiversidade” ou “A Estufa Quente”.

Uma visita a não perder se tiver a oportunidade de ir a Málaga.

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