Arte com plantas: Topiaria

A poda ornamental ou topiaria é criar e manter um arbusto ou árvore com uma forma, recortando regularmente os rebentos que se sobressaem do perfil estabelecido. O objetivo é de formar sebes, maciços ou formas individuais com várias formas decorativas bem definidas: desde animais a figuras geométricas, até ao mais mais variado e original conforme a imaginação e criatividade do jardineiro.

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Este tipo de poda é muito característica nos jardins geométricos e jardins japoneses. Assim, tendo em conta que é uma maneira de fazer esculturas vivas, podemos considerar uma verdadeira arte em que os jardineiros mais criativos, minuciosos e detalhistas expressam a sua veia artística, tendo como modelo, nada mais, nada menos, do que a natureza. É uma soberba expressão da jardinagem mais artística e admirável , que em mais do que uma ocasião, nos vai deixar atordoados.

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História

A etimologia da palavra vem do latim ‘Topiarius’, que se refere àqueles que, na Roma antiga, se dedicavam a cuidar dos jardins. A arte da topiaria remonta à Roma antiga, época em que os jardineiros desejavam imitar e refletir as esculturas em formas decorativas através das plantas. O seu apogeu ocorre no Renascimento italiano e, posteriormente, em França através do jardineiro francês mais prestigiado, André Le Nôtre, que desenhou e implementou um ambicioso e excessivo projeto de paisagismo dos Jardins de Versalhes, por ordem do Rei Louis XIV.

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Lugares

Em jardins particulares resultam elementos muito atrativos como pontos focais isolados que atraem rapidamente o olhar. É verdade que aparecem mais nos jardins formais, mas sempre dão um excelente resultado como elemento de realce de um espaço. A sua principal desvantagem é que dão mais trabalho do que as outras plantas, uma vez que precisam de poda regular, já que, se não forem mantidos na sua forma perfeita, mais vale não fazer topiaria, pois o descuido é facilmente perceptível.

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Formação e manutenção

A manutenção baseia-se em não deixar os brotos que se projectem mais de 15 centímetros do perfil. As formas rectas, como as pirâmides, cortam-se com a ajuda de cordas tensionadas ou com um marco de ripas de madeira. Deverá girar o marco à volta da planta e ir podando tudo que se sobressaia.
A frequência de corte depende da velocidade de crescimento das espécies de plantas seleccionadas. Por exemplo, o Tejo ou o Boj são de crescimento muito lento e, conforme o clima e condições de crescimento, com 1 ou 2 cortes por ano, será o suficiente; outras espécies de crescimento rápido exigem praticamente uma revisão mensal, exceto no inverno. As formas de fantasia, tais como animais, são geralmente feitos através da preparação de uma gaiola de malha de arame que cubra toda a figura. Uma vez cheio de vegetação, pode-se se ir cortando sem problemas tudo o que se projecta a partir da moldura.

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Um jardineiro com muita prática com as tesouras pode cortar “a olho” tanto a formação como os recortes de manutenção, mas normalmente usam-se molduras de madeira, ferro ou arame, cordas e tabelas, e para dar aos ramos a direção certa é usado arame.

Espécies e árvores recomendadas:

• Cipreste (Cupressus sempervirens): obelisco cone …
• Ficus benjamina (Ficus benjamina): bola
• Ficus nitida (Ficus microphylla): Guarda-chuva, bola, …
• Laurel (Laurus nobilis): bola, obelisco …
• Leilandi (Cupressocyparis leylandii): cone, anel, espiral …
• Pitosporo (Pittosporum tobira): bola, guarda-chuva …
• Tejo (Taxus baccata): cubos, obelisco, cone ..
• Aligustre (Ligustrum japonicum): bola, cone …

 

  1. Amélia Guimarães says:

    Seria muito interessante organizarem uma formação pratica sobre este tema. Obrigada

  2. Fernando Ricardo da silva says:

    Muito lindo, realmente de mais obrigado pelas elucidações,seria possivel enviar algum local para eu fazer o curso?lindo mesmo ,sou jardineiro me encanto com topiara.obrigado desde já..

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