Segundo os cientistas, os animais têm consciência

Stephen Hawking, presente no jantar da assinatura do manifesto como convidado de honra e outros cientistas de prestígio afirmaram na  Cambridge Declaration on Consciousness que a maioria das espécies animais têm substratos neurológicos que geram consciência e que, portanto, os seres humanos não são os únicos com essa capacidade.


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Nesta declaração está incluída uma lista de animais “inteligentes” que agrega todos os mamíferos, aves e polvos com base em estudos anteriores com animais que demonstraram que o seu cérebro reconhece circuitos co-relacionados com a experiência e a percepção consciente. O estudo acrescenta que animais, não os humanos, têm substratos neuroanatómicos, neuroquímicos e neurofisiológicos dos estados de consciência, junto com a capacidade de exibir um comportamento intencional. De acordo com o neurocientista canadense Philip Low, um dos signatários desta declaração,”as áreas do cérebro que nos distinguem dos outros animais não são as que produzem a consciência”; Low  afirma que “sabemos que todos os mamíferos, todas as aves e muitos outras criaturas, como o polvo, têm estruturas neurais que produzem a consciência. Isto significa que estes animais sofrem.”. A declaração ainda especifica que as gralhas exibem  impressionantes semelhanças com os resultados obtidos em humanos, grandes símios, golfinhos e elefantes em estudos de auto-reconhecimento no espelho.


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O documento afirma que, em diferentes partes do cérebro de animais, identificam-se comportamentos emocionais instintivos relacionados com os estados emocionais experimentados, incluindo o incentivo e o castigo. “Confrontados com o instinto, os animais não têm escolha. Não lhe podem resistir. No entanto, quando o comportamento é determinado pela aprendizagem, eles podem escolher, o que implica um certo nível de consciência “, explica o psicólogo colombiano Leonardo Aja. Este especialista refere-se, por exemplo, ao que os animais aprendem como sendo certo ou errado, porque alguém os ensina. Mas, para isso é necessário um certo nível de consciência: “Por exemplo, quando o cão da família estraga alguma coisa, está consciente de que fez algo errado e esconde-se.”


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O grupo de pesquisa era constituído por neurocientistas cognitivos, neurofarmacólogos, neurofisiologistas, neuroanatomistas e neurocientistas computacionais. Os especialistas reuniram-se no passado mês de julho na Universidade de Cambridge para avaliar os fenômenos relacionados com a experiência consciente e os comportamentos relacionados em animais e humanos.


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