O leão branco, um animal cada vez mais insólito

Um leão com poucas hipóteses de sobrevivência em liberdade

Os leões brancos são animais difíceis de encontrar até mesmo nas reservas da África do Sul. Ocasionalmente, consegue-se ver algum, mas, uma vez que está em perigo de extinção e  tem muito poucas hipóteses de sobreviver na selva, muitos jardins zoológicos estão a tentar criar este tipo de leões para perpetuar a sua espécie.


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Com um aspecto muito bonito, são uma mutação natural do leão sul-africano e a cor vem de um gene recessivo inibidor da cor, um fenómeno chamado de leucismo que, apesar de ser confundido muitas vezes com o albinismo, é diferente: estes leões são mais sensíveis ao sol do que os outros, mas podem chegar a ser ligeiramente mais resistentes, mantendo os olhos e a pele na cor normal. A cor da sua pele varia desde o dourado ao branco puro, incluindo tonalidades avermelhadas. Este aspecto que tanto os caracteriza, faz com que em liberdade não consigam sobreviver por muito tempo, uma vez que a sua cor não os permite camuflarem-se para caçar as suas presas. Por esse motivo procura-se perpetuar a sua espécie através da reprodução selectiva em cativeiro.


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Como são animais realmente difíceis de se encontrar, houve rumores da sua existência em tribos africanas. As primeiras observações de leões brancos remontam a 1928 e princípios dos anos 40, apesar de ter sido feita a identificação pública de uma ninhada de filhotes de leão branco só em 1975 na Reserva Privada de Timbavati, adjacente ao Parque Nacional Kruger, que foi dada a conhecer no livro ‘The White Lions of Timbavati” de Chris McBride.

De geração em geração, a tribo local desta região de África considera estes animais sagrados: acreditam que os leões brancos desceram das estrelas, com mais poderes sobrenaturais próprios de deuses. Existe mesmo uma lenda tribal que explica a sua aparição. De acordo com essas crenças africanas, este animal é divino e se se cruzar com ele no seu caminho, obtém felicidade.

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