O Lagarto-de-água

Um lagarto de cabeça azul na época do acasalamento

Conhecido como lagarto-de-água, o Lacerta schreiberi é endémico da Península Ibérica e distribui-se pelo noroeste peninsular e pelo Sistema Central, desde o nível do mar até 2.100 metros.

É um dos maiores da zona, chegando a medir 40 centímetros de comprimento com uma cauda muito longa que pode atingir quase o dobro do comprimento do corpo. Mas, o que se destaca é a sua cor: costuma ser verde com pintas pretas e abdómen amarelado, mas, na época de acasalamento, os machos apresentam um azul muito atraente na cabeça que faz um grande contraste com a tonalidade esverdeada do seu corpo.


Fonte

De cabeça robusta, curta e muito larga, os adultos preferem zonas húmidas e, muitas vezes, vivem no solo, onde escavam as suas tocas. Os jovens, no entanto, escolhem zonas arbustivas nas quais é mais fácil encontrar alimento e passarem despercebidos.

São grandes trepadores, mesmo de troncos totalmente na vertical, de modo que, quando se sentem ameaçados, as árvores altas ou mesmo a água são o seu refúgio preferido, uma vez que conseguem ficar submersos durante vários minutos. Alimentam-se principalmente de insectos e aracnídeos, como besouros, moscas e mosquitos, gafanhotos, aranhas, etc.


Fonte

Os machos atingem a maturidade sexual aos 3 anos e as fêmeas um pouco mais tarde  (entre os 4 e 5 anos). A sua actividade começa a partir do mês de março quando os machos aparecem, as fêmeas demoram mais algum tempo. São activos em dias ensolarados até outubro, mas, muitas vezes, abrigam-se na sombra nos dias mais quentes de verão. O cortejo durante a primavera e a coloração azul característica dos machos funciona como aviso para os outros machos e serve de lembrete para as fêmeas. São muito territoriais, pelo que, durante este processo, não é incomum observar lutas entre machos e ataques a fêmeas. Depois de segui-la durante algum tempo, se a fêmea tenta escapar, o macho morde-a violentamente na parte traseira, produzindo frequentemente feridas. Ambos podem permanecer juntos por mais de 20 dias e a cópula, geralmente, ocorre entre abril e junho, quando terá lugar a postura dos ovos.


Fonte

As populações destes exemplares são muito sensíveis à alteração do habitat e sua presença é bastante escassa: apenas encontram-se na vida selvagem na Península Ibérica, por isso, é considerado uma espécie quase ameaçada em toda a Espanha e em perigo de extinção na Andaluzia. A nossa obrigação é proteger a continuidade das espécies, respeitando o seu habitat natural.

  1. Encontrei essa especie aqui na Europa e gostaria de saber se é venenosa. Bom site e preciosas informações. Parabens!!!

Deixar um comentário