Hoje celebra-se o Dia de Santo Antão, o padroeiro dos animais

Santo Antão e a bênção dos animais

No dia 17 de janeiro é comemorado em muitas partes do mundo a festa do Santo António Abad ou Antão, santo padroeiro dos animais.

Muitas pessoas religiosas aproveitam este dia para levar os seus animais de estimação às igrejas para que possam ser abençoados.

Até o Vaticano fica hoje cheio de animais diferentes que esperam na Praça de São Pedro para receber sua bênção.


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Originalmente, acreditava-se que o São António tinha o dom de prolongar a vida dos animais.

Assim, no final do século XIX, os agricultores aproximavam-se da igreja acompanhados pelos seus animais de trabalho para garantirem um bom ano nas suas quintas.

Com o passar dos anos, as mulas, vacas e ovelhas deram lugar para os cães, gatos, chinchilas, pássaros, etc.; animais de companhia a quem os seus donos também queriam proporcionar esta bênção. Uma festa já urbana em que multidões de pessoas esperavam à porta da igreja pelo padre da paróquia para que os seus animais recebessem a sua benção.


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O Santo António Abad (Egito, 251-356) foi um monge cristão que passou grande parte da sua vida vivendo afastado da comunidade como um eremita.

Decidido a levar uma vida totalmente austera, distribuiu todos os seus bens pelos pobres e, com o passar do tempo, acabou por viver em absoluta solidão em que teve de se familiarizar com muitas espécies sem nenhum problema, segundo contam.

Dizem que ele era um grande amante dos animais, em especial pelos leitões,  e que tentou cuidar deles ao longo de toda a sua vida. Existem muitas lendas sobre a sua vida e sua relação com os animais, como a cura da cegueira de alguns javalis fazendo com que a mãe javali vivesse com ele e o defendesse de qualquer ataque como forma de agradecimento. Ou, então, a remoção de um espinho das garras de um leão. Este dom especial para com os animais, o facto de curá-los e receber posteriormente a sua protecção, foi o que o tornou no seu santo padroeiro.

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