A colorida rã-arlequim

Uma rã fascinante em perigo de extinção

Com cores brilhantes, a rã Atelopus varius é conhecida por diferentes nomes: rã palhaço, rã-arlequim, rã pintada ou rã de chuva. Trata-se de um anfíbio que vive na América Central, desde a Costa Rica até ao Panamá e, de acordo com a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) é uma espécie em extinção devido à perda do seu habitat e ao aparecimento de um fungo patogénico (Batrachochytrium dendrobatidis) associado com a mudança climática. No entanto, alguns especialistas dizem que no seu meio natural já está extinta.


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A última vez que se conseguiu filmar esta espécie foi em 2007, quando a BBC filmava um documentário. Durante a filmagem foi mantida a localização absolutamente em secreto para proteger estas rãs dos seus caçadores, outra das ameaças. Alguns dos espécimes foram apanhados para reprodução em cativeiro, numa tentativa de preservá-los.

A sua dieta é baseada principalmente no seu habitat: lugares húmidos nas florestas montanhosas, como perto de cascadas ou rios. Muito activas durante o dia, o são especialmente quando o sol volta a aparecer depois da chuvas e tendem a alimentar-se principalmente de insectos, como formigas, ácaros e outros pequenos invertebrados.


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A verdade é que este pequeno anfíbio inevitavelmente chama a atenção devido à sua aparência colorida. Geralmente, o seu corpo está cheio de manchas de cor laranja ou amarelo, vermelho, branco ou azul, sempre sobre um preto brilhante, marrom ou azul, oferecendo um contraste verdadeiramente impressionante e um aviso aos predadores. As rãs-arlequim caracterizam-se por ter a pele um pouco rugosa nas costas e nos lados do corpo. Daí, ser possível diferenciar de outras espécies semelhantes, mas venenosas, que têm uma pele lisa que esconde muitas glândulas produtoras de veneno, segregado em momentos de stress, podendo causar paralisia respiratória, actuando no sistema nervoso e cardiovascular.

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